Quintal apresenta… Sob o olhar deles

Eu faço parte dos mais de 45 milhões de pessoas com alguma deficiência no Brasil. Sou Patricia, tenho 30 anos. Hoje, sou jornalista, social media e revisora de textos.

Por causa de um erro médico na hora do parto, faltou oxigênio no meu cérebro durante alguns minutos. A consequência disso? Tenho paralisia cerebral.

Com sequelas, tenho um pouco de dificuldade para falar, andar e fazer alguns movimentos mais “delicados” com as mãos. Sempre foi assim. Por quê? Quem tem paralisia cerebral (PC) tem uma lesão no cérebro. Durante toda a vida, essa lesão não muda de tamanho e nem de “lugar”.

Mas no “universo da PC” existe diversidade. Tem gente que anda com menos dificuldade mas tem a fala bastante comprometida; tem gente que tem muita dificuldade pra andar, mas fala sem dificuldade; tem gente que não anda e não consegue mexer os braços… e por aí vai.

Para ter qualidade de vida, faço fisioterapia desde criança. Já fiz, também, fono, terapia ocupacional e até natação. Além disso, já passei por algumas cirurgias nos braços, nas pernas e também na boca.

Consegui terminar a faculdade de jornalismo e fazer alguns cursos, como marketing digital e assessoria de imprensa.

O mercado de trabalho, durante muito tempo, não foi lá muito amigo comigo. As empresas me ofereciam cargos que eu não poderia ocupar, pois exigiriam que eu me comunicassa diretamente com o público.

Durante a faculdade, consegui um estágio e alguns trabalhos freelancers na área. Após isso, tenho feito trabalhos – também como freelancer – e comecei a trabalhar em uma empresa de monitoramento de redes sociais. Além disso, vou abraçar as mídias sociais do Quintal.